Sexta-feira, Março 6, 2026
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Mistério e dor na Dutra: mãe clama por justiça após morte do filho em acidente sem explicação

O grito de uma mãe ecoa no Vale do Paraíba.

A lavadeira e dona de casa Rosimeire Silva, de 49 anos, vive um pesadelo desde que recebeu a notícia da morte do filho, Francisco José da Silva, vítima de um trágico acidente na rodovia Presidente Dutra, em Aparecida. Sem respostas e com o coração em pedaços, ela tenta entender o que realmente aconteceu naquela tarde fatídica.

Francisco havia completado 34 anos há apenas 10 dias. Trabalhava como motoboy e faz-tudo, sempre disposto a garantir o sustento da família. Na última segunda-feira (13), por volta das 16h, ele perdeu a vida ao colidir com a sinalização do canteiro central, no km 71 da Dutra. A concessionária RioSP, responsável pela rodovia, informou que o motociclista não resistiu aos ferimentos, apesar da tentativa de socorro.

Mas, para Rosimeire, a história está longe de estar completa.

“Não sei o que aconteceu com ele, o que causou o acidente. Se alguém bateu nele. Isso me angustia. Minha nora falou que um caminhão teria jogado ele no canteiro, e ele bateu. Não sei nada o que aconteceu. Minha nora também não sabe. Se uma pessoa fez isso, ela fugiu e caiu fora, e não vai acontecer nada”, desabafou, tomada pela dor.

Rosimeire vive no Povoado Estreito, zona rural de Buriti dos Lopes (PI). O filho, que morava em Taubaté há 15 anos, era casado e pai de uma menina de 10 anos. Sem recursos para levar o corpo até sua terra natal, a família sepultou Francisco no Cemitério Municipal de Taubaté, sob forte comoção.

A mãe, agora, clama por respostas.

“Ele era um homem calmo, trabalhador, vivia pela família. Quero saber o que aconteceu. Se alguém foi responsável pela morte do meu filho, que seja punido”, disse.

Enquanto o tempo passa e o silêncio das autoridades aumenta, o mistério em torno da tragédia cresce. A Polícia Rodoviária Federal ainda não se pronunciou sobre o caso, e a RioSP afirma não ter mais detalhes da ocorrência.

No coração de Rosimeire, resta apenas a saudade — e a esperança de que a verdade apareça.

Foto Vale 360 News

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