Sexta-feira, Março 6, 2026
Manchete

Denúncia sobre cova com cruz mobiliza polícia e cães farejadores na busca por Bruna, que segue desaparecida

O desaparecimento de Bruna Oliveira da Silva, de 25 anos, continua intrigando a Polícia Civil de Cruzeiro. A jovem, designer de sobrancelhas e mãe de duas crianças, está desaparecida há mais de três semanas. Na tentativa de localizar qualquer vestígio, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) contou com o apoio de cães farejadores da Polícia de São Paulo, que percorreram áreas de mata na cidade, mas as buscas não trouxeram resultados.

As investigações se intensificaram após uma denúncia anônima feita no fim de setembro, que indicava o possível local onde o corpo de Bruna estaria enterrado. Segundo a informação recebida, havia uma cova com uma cruz em meio à mata, apontada como o ponto exato do suposto enterro. A Polícia Civil realizou escavações no local, mas nada foi encontrado. “Sem corpo ou qualquer outro vestígio, o caso segue sendo tratado como desaparecimento. Só será reclassificado se houver novas evidências”, informou um investigador de Cruzeiro.

Na segunda-feira (6), viaturas da DIG voltaram às imediações do condomínio Colinas da Mantiqueira, no bairro Vila dos Comerciários, onde Bruna morava. Policiais e cães farejadores vasculharam novamente áreas de mata próximas, mas nenhuma pista foi localizada.

O delegado Sandro Franqueira, titular da DIG, afirmou que todas as informações recebidas continuam sendo verificadas e que as buscas seguem ativas. “Estamos analisando imagens de câmeras de segurança do trajeto que Bruna fez e do entorno do bairro. Nenhuma hipótese está descartada. A polícia, assim como a família, mantém a esperança de encontrá-la com vida”, declarou.

Bruna foi vista pela última vez por volta de 1h30 da madrugada de 22 de setembro, quando deixou seu apartamento no condomínio Colinas da Mantiqueira. O local é cercado por uma extensa área de mata e terrenos alagados, onde ocorreram as primeiras incursões. Testemunhas afirmaram ter visto a jovem caminhando em direção à mata, aparentemente pedindo socorro.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o celular de Bruna, encontrado dentro do apartamento, o que impossibilitou qualquer tentativa de contato. Há ainda relatos de que um homem teria sido visto na residência dela na mesma noite do desaparecimento.

O pai da jovem, Marcelo Pereira da Silva, tem feito apelos nas redes sociais pedindo ajuda e informações que possam levar ao paradeiro da filha. Ele mantém a fé de que Bruna será encontrada com vida.

Enquanto a polícia continua o trabalho silencioso de investigação, o caso ganha contornos cada vez mais sombrios. A denúncia sobre a cova com cruz, que parecia apontar um desfecho trágico, acabou se tornando mais um capítulo misterioso dessa busca sem fim — e o Vale do Paraíba segue acompanhando, com angústia, o desaparecimento de Bruna.

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