Polícia retoma buscas por Bruna Oliveira, desaparecida há 15 dias em Cruzeiro
O mistério em torno do desaparecimento de Bruna Oliveira da Silva, de 25 anos, completou 15 dias, e a Polícia Civil de Cruzeiro retomou nesta segunda-feira (6) as buscas pela jovem, vista pela última vez na madrugada de 22 de setembro, ao sair de casa no condomínio Colinas da Mantiqueira, no bairro Vila dos Comerciários.
Viaturas da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foram vistas novamente nas proximidades do condomínio, onde os agentes concentraram as ações em áreas de mata e terrenos alagados. Segundo informações apuradas, novas denúncias levaram a polícia a vasculhar pontos ainda não explorados. Até o momento, porém, nenhum vestígio de Bruna foi encontrado.
No fim de setembro, uma denúncia anônima levou a polícia a escavar uma cova marcada com uma cruz, apontada como o suposto local onde o corpo da jovem teria sido enterrado. A informação, no entanto, não se confirmou — a escavação revelou apenas um cachorro morto.
O delegado Sandro Franqueira, titular da DIG de Cruzeiro, informou que a equipe segue checando todas as informações que chegam, analisando imagens de câmeras de segurança e reconstituindo o caminho percorrido por Bruna antes de desaparecer.
“A investigação continua e estamos verificando tudo o que chega até nós. Não descartamos nenhuma hipótese. A polícia ainda tem esperança de encontrar Bruna viva”, declarou o delegado.
Bruna, que é mãe de duas crianças e designer de sobrancelhas, foi vista por vizinhos caminhando em direção a uma área de mata na noite em que desapareceu. Testemunhas afirmam que ela pedia socorro, e também relataram a presença de um homem em seu apartamento naquela mesma noite. O celular da jovem foi encontrado dentro do imóvel, o que inviabilizou qualquer tentativa de contato.
O pai de Bruna, Marcelo Pereira da Silva, tem feito apelos emocionados nas redes sociais, pedindo que quem tiver informações ajude a localizá-la. Ele mantém firme a esperança de que a filha será encontrada com vida.
Enquanto isso, a DIG de Cruzeiro continua o trabalho de campo e análise pericial, sem descartar nenhuma linha de investigação. O caso, que comove a cidade, segue envolto em perguntas sem resposta — e cada novo dia sem Bruna aumenta o peso do silêncio que a investigação tenta romper.

