Sábado, Março 7, 2026
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VEREADOR DE CACHOEIRA PAULISTA PROPÕE HOMENAGEM À PROFESSORA BEATRIZ, VÍTIMA DE ACIDENTE NA SP-58

A dor ainda ecoa em Cruzeiro e Cachoeira Paulista. A tragédia que tirou a vida da professora Beatriz Marques Marino Passos, de apenas 36 anos, transformou-se em um luto coletivo que uniu familiares, amigos, colegas e ex-alunos em um mesmo sentimento: a saudade de uma mulher que dedicou sua vida à educação e ao carinho com aqueles que cruzaram o seu caminho.

Beatriz perdeu a vida em um acidente brutal na Rodovia Deputado Nesralla Rubez (SP-58). Era quarta-feira, 17, quando o Chevrolet Tracker, ao tentar acessar a pista, atingiu a motocicleta JTZ 150 em que a professora seguia com o marido. O impacto lançou os dois ao asfalto. Ele sobreviveu, ferido e em estado grave; ela, mesmo socorrida, não resistiu a um trauma cranioencefálico.

O boletim policial classificou o caso como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, confirmando que o casal não teve culpa na colisão. A fatalidade deixou órfãos dois filhos pequenos, mergulhando uma família inteira em desespero e dor.

Na Escola Municipal José de Godoy Roseira, em Cachoeira Paulista, onde lecionava, o silêncio substituiu o riso das crianças. Ali, Beatriz era mais do que uma professora: era exemplo de dedicação, ternura e presença. E é justamente para eternizar essa lembrança que o vereador Michel do Xandão (PP) apresentou uma indicação ao Executivo Municipal, propondo que a sala onde ela ensinava passe a carregar o seu nome. Uma forma singela de manter viva a memória da educadora que marcou tantas vidas.

“Fiz uma indicação ao Executivo Municipal para que a sala de aula onde lecionava receba o nome da professora Beatriz Marques Marino Passos, em forma de justa homenagem pelos anos dedicados à educação em nosso município”, declarou o vereador em nota. Além disso, uma moção de pesar será apresentada à família durante a sessão da Câmara Municipal de Cachoeira Paulista nesta terça-feira (23).

Enquanto Cachoeira Paulista busca formas de registrar para sempre o legado de Beatriz, em Cruzeiro — cidade onde ela morava e onde o acidente ocorreu — ainda não houve manifestação oficial da Câmara. Mas entre a população, não há dúvida: a professora se tornou memória viva, símbolo de amor pela educação e de exemplo humano.

Seu corpo foi velado no Velório Municipal de Cruzeiro e sepultado no Cemitério Pio XII, sob lágrimas, flores e o sentimento de injustiça. O adeus a Beatriz não é apenas a despedida de uma profissional exemplar, mas de uma mãe, esposa, filha e amiga cuja partida prematura deixa marcas profundas.

Na lembrança de cada aluno, no afeto de cada família e na homenagem que agora se propõe, Beatriz seguirá presente. Porque há vidas que, mesmo interrompidas, continuam ensinando.

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