Júri Popular em Taubaté absolve acusados de participação na morte do advogado Leonardo Bonafé
Escoltados por policiais, Carlos Ramon da Silva Gonçalves e Marcelo Henrique Carvalho Coppi enfrentaram o julgamento pelo assassinato do advogado Leonardo Bonafé, mas acabaram absolvidos pelo júri popular nesta sexta-feira (19), em Taubaté. O tribunal foi formado por sete jurados — três homens e quatro mulheres — e a sessão atraiu cerca de 100 pessoas. O julgamento havia começado no dia anterior.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os réus não teriam executado o crime, mas participado indiretamente, auxiliando na preparação e fornecendo o carro utilizado pelos autores dos disparos.
Leonardo Bonafé, de apenas 25 anos, foi morto em 28 de agosto de 2024, no bairro Três Marias. Ao chegar ao escritório da família, onde trabalhava, o jovem advogado foi alvejado por pelo menos seis tiros e morreu no local. Filho do também advogado Flávio Bonafé, que na época era candidato à prefeitura de São Luiz do Paraitinga, Leonardo tinha uma carreira promissora interrompida de forma brutal.
Apesar da absolvição, o pai da vítima disse acreditar que a audiência trouxe avanços. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bonafé afirmou que durante os depoimentos foi citado o nome de um novo envolvido no caso.
“Os dois foram absolvidos, mas uma coisa muito importante aconteceu no tribunal. Uma pessoa foi delatada. Temos o nome de uma pessoa agora que pegou o carro. Ele já está preso. O Ministério Público vai tomar todas as providências cabíveis. Demos um passo importantíssimo para achar quem fez isso com o Léo”, declarou.
Na véspera do julgamento, a Polícia Civil havia ouvido o depoimento de um terceiro suspeito de participação no crime. O homem, de 42 anos, natural de Taubaté, já tinha um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Ele foi apontado por Carlos Ramon como a pessoa que retirou o carro usado no homicídio, além de ser o motorista do veículo no momento da execução.
As investigações seguem sob responsabilidade da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Taubaté. Fontes ligadas ao caso afirmaram que a polícia ainda procura ao menos outras duas pessoas que teriam participado diretamente do assassinato.

Foto G1

