“Nem morfina segura a dor”: padre Márlon Múcio, de Taubaté, volta à UTI e emociona fiéis com mensagem de fé
O conhecido sacerdote da Diocese de Taubaté, padre Márlon Múcio, voltou a ser internado em estado delicado, desta vez na UTI de um hospital em São José dos Campos. Portador da rara RTD (Deficiência do Transportador de Riboflavina), ele convive diariamente com um tratamento rigoroso, que exige a ingestão de 281 comprimidos para manter-se vivo. Nesta semana, porém, nem mesmo a morfina conseguiu conter as dores intensas que o levaram de volta ao hospital.
A notícia abalou fiéis e seguidores, que acompanham de perto a luta do sacerdote. Durante a madrugada, em uma publicação comovente, ele desabafou: “Nem a morfina consegue mais segurar. Não deu mais para ficar em casa. Por orientação da equipe de saúde, vim para o hospital”. Pouco depois, explicou que os sintomas da doença se agravaram, tornando impossível resistir sem a intervenção médica.
Apesar da internação e das dores que descreve como insuportáveis, padre Márlon manteve sua rotina de evangelização. Da própria UTI, gravou mais um episódio do quadro Evangelho em 1 Minuto, que já alcança milhares de pessoas nas redes sociais. Com voz firme, mesmo diante da fragilidade física, afirmou: “Que Deus te dê ombros fortes. Olá filha amada, filho amado, saúde e paz. Aqui é padre Márlon Múcio, o milagre vivo. Estou na UTI, mas o evangelho não está acorrentado”.
A cena tocou profundamente seus seguidores, que se uniram em corrente de oração pela recuperação do religioso. Para muitos, o padre é símbolo de fé inabalável e resistência, sendo chamado de “milagre vivo” não apenas pela superação da doença rara, mas pelo testemunho constante de esperança.
Fundador de um hospital voltado a pacientes com doenças raras, padre Márlon também já inspirou a produção do filme Milagre Vivo, além de publicar 45 livros que circulam por todo o Brasil. Nas redes sociais, soma quase um milhão de seguidores, conquistando multidões com sua mensagem de coragem e espiritualidade.
Mesmo diante de uma batalha diária contra a dor, o sacerdote de Taubaté continua mostrando que sua missão vai além da saúde física. Para ele, evangelizar é resistir — e nem mesmo a UTI é capaz de interromper esse chamado.


