Sexta-feira, Março 6, 2026
Capa

MPF aciona Justiça e pede medidas urgentes para salvar romeiros na Dutra

O risco é real e a tragédia tem se repetido. O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça para exigir providências imediatas que protejam os romeiros que seguem a pé pela Rodovia Presidente Dutra rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. A ação civil pública, movida contra a União, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Motiva, cobra um plano emergencial contra atropelamentos em trechos críticos da via.

O alerta não é por acaso: desde 2021, dez fiéis perderam a vida atropelados na Dutra, especialmente em pontos sem acostamento ou faixas de segurança. Os quilômetros 83 (Roseira), 107 (Taubaté) e 123 (Caçapava), na pista sul, concentram as ocorrências mais graves.

O MPF pede que, em até 15 dias, seja apresentado um plano de emergência e que, em no máximo 30 dias, as medidas sejam executadas. Entre as alternativas estão a instalação de passarelas provisórias ou estruturas modulares que tirem os romeiros da pista de rolamento. A concessionária, no entanto, insiste que não é obrigada a oferecer soluções temporárias além dos desvios já existentes.

Esses desvios, por sua vez, obrigam os fiéis a percorrer rotas vicinais mais longas e cansativas. Muitos, exaustos, acabam arriscando a própria vida e seguem pelo acostamento da Dutra, transformando a fé em perigo iminente.

A cobrança judicial chega às vésperas do Dia da Padroeira, quando milhares de peregrinos aumentam ainda mais o fluxo na rodovia. Antes de recorrer à Justiça, o MPF já havia feito recomendações e participado de reuniões com autoridades e a concessionária, mas sem avanços concretos.

O caso agora está nas mãos da Justiça Federal, que pode obrigar a União, a ANTT e a concessionária a adotar medidas emergenciais para evitar novas mortes.

Imagem ilustrativa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!