Mistério sem fim: o desaparecimento de Décio em São José dos Campos
O desaparecimento de Décio de Castro Santos, hoje com 24 anos, é um dos maiores mistérios recentes de São José dos Campos e está prestes a completar três anos sem respostas. O jovem, que sonhava em se tornar médico e havia acabado de conquistar uma bolsa integral em um cursinho preparatório, desapareceu em 18 de janeiro de 2023 e nunca mais foi visto. Desde então, a família vive uma angústia interminável, dividida entre a dor e a busca pela verdade.
Naquele dia, a mãe saiu cedo para o trabalho e recebeu várias ligações do filho ao longo do expediente. À noite, quando voltou para casa, não encontrou Décio. Ele havia saído apenas com a roupa do corpo e o celular. Antes de sumir, fez uma transferência bancária que levantou suspeitas. Às 23h, ligou para a mãe, mas ela não atendeu. Pouco depois, por volta da 1h da madrugada, ela percebeu a ligação perdida e retornou, mas só ouviu a caixa postal. Décio nunca mais deu notícias.
Sem avanços na investigação policial, a mãe precisou contratar um advogado para reabrir o inquérito. Mesmo desempregada, encontrou recursos para tentar dar um rumo às buscas. O esforço trouxe de volta às investigações um casal suspeito, que havia se encontrado com o jovem no dia do desaparecimento. Foram confirmadas movimentações financeiras de sua conta em favor dos dois até a manhã seguinte, além de indícios de que o celular dele teria sido localizado justamente na casa desse casal. Eles, no entanto, afirmaram que Décio teria ido embora sozinho. A família não acredita nessa versão e aponta contradições nos depoimentos prestados.
Ao longo dos anos, surgiram pistas desencontradas. Houve relatos de que o jovem teria sido visto na região da Cracolândia, em São Paulo, mas nada foi confirmado. Outra informação indicava que seu CPF havia sido usado para cadastrar uma linha telefônica em Itabuna, na Bahia, mas a investigação não avançou. Para a mãe, tudo isso não passa de falsas trilhas que só aumentam a angústia. Ela já não acredita que o filho esteja vivo. “Ele era muito apegado, falava comigo todos os dias. Não desapareceria assim. Acredito que o mataram e enterraram. Só queria mesmo encontrar o corpo e encerrar essa dor”, desabafa.
O sumiço de Décio de Castro Santos é um enigma que permanece aberto, corroendo uma família que só busca respostas e justiça. Quem tiver informações pode ligar para o 190 da Polícia Militar.


