Polícia indicia sete pessoas após confusão entre cliente e motoboy que terminou em depredação de casa em Caraguatatuba
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a briga entre um morador e um entregador de delivery que terminou em violência e vandalismo em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. O caso aconteceu em julho e ganhou repercussão nacional depois que as imagens se espalharam pelas redes sociais, mostrando a casa do cliente sendo depredada por um grupo de motoboys.
Segundo a polícia, sete pessoas foram indiciadas. O morador, Márcio Sendas, vai responder por lesão corporal. Já o entregador, Murilo Borges, foi indiciado por exercício arbitrário das próprias razões, quando alguém tenta fazer justiça com as próprias mãos. Outros cinco entregadores que participaram dos ataques foram enquadrados por dano qualificado, maus-tratos a animais, explosão e ainda pelo roubo de duas bicicletas que estavam na residência.
A confusão teve início após a entrega de uma refeição no bairro Pontal Santa Marina. Márcio alegou que o motoboy não estava com a máquina de cartão e que voltaria mais tarde, mas a situação se transformou em discussão. Imagens registraram o momento em que Márcio imobiliza Murilo no chão e grita para o filho sair do local. Durante a gravação, o filho do morador, que faz tratamento psiquiátrico para esquizofrenia, aparece tentando agredir o entregador. O motoboy pediu o vídeo ao homem que filmava e reclamou da agressividade.
Horas depois, dezenas de motoboys cercaram a casa do cliente. As imagens viralizadas mostram o portão sendo derrubado, pedras e fogos de artifício sendo lançados contra a residência, além de uma pequena bomba atirada no quintal. O carro e a cobertura da garagem foram danificados, e três bicicletas foram furtadas. Alguns motociclistas chegaram a cobrir as placas com sacolas plásticas.
Na versão de Márcio, tudo não passou de um mal-entendido. Ele apresentou relatórios médicos sobre o filho e disse que foi surpreendido pelo grupo de entregadores à meia-noite, quando sua casa foi atacada. Já Murilo afirmou que apenas voltou ao endereço com a maquininha para receber o pagamento e que buzinou mais de uma vez por medo de não receber o valor. O motoboy disse ter sido agredido pelo cliente e pelo filho e negou qualquer participação nos atos de vandalismo.
O caso agora segue para a Justiça.

Foto reprodução G1

