Sexta-feira, Março 6, 2026
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“Não sou um monstro”: jovem investigado por mutilar cavalo em SP confessa ato e diz que animal já estava morto

O caso que chocou o interior de São Paulo segue cercado de polêmica e revolta. Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, investigado pela Polícia Civil por ter decepado as patas de um cavalo em Bananal, confessou o ato nesta terça-feira (19). Em sua versão, a mutilação aconteceu após a morte do animal. Ele não está preso.

O jovem afirmou que agiu em estado de embriaguez e descontrole. “Não foi uma decisão. Foi um ato de transtorno. Em um momento embriagado, transtornado, eu cortei por cortar. Foi um ato cruel. Estava com álcool no corpo. Não é culpa da bebida, é culpa minha. Eu reconheço os meus erros”, declarou.

Andrey ainda se defendeu das acusações que circulam nas redes sociais. “Muitas pessoas falaram que eu cortei as quatro patas com o cavalo andando. Isso é mentira. Estão me julgando, falando que eu sou um monstro. Eu não sou um monstro. Eu nasci e fui criado no ramo de cavalo, mexo com boi, tenho o apelido de boiadeiro”, disse.

O caso aconteceu durante uma cavalgada de cerca de 14 km no último sábado (16). Testemunhas relataram à polícia que o cavalo branco ficou exausto, deitou no chão e não conseguiu mais se levantar. O animal teria permanecido com respiração fraca até que cessou, levando à conclusão de que estava morto.

Apesar da versão apresentada por Andrey, a Polícia Civil investiga se a mutilação pode ter ocorrido antes da morte do cavalo. A suspeita é de que o ato cruel tenha sido praticado ainda com o animal vivo.

A legislação brasileira prevê pena de 3 meses a 1 ano de detenção para crimes de maus-tratos contra animais, incluindo ferir, mutilar ou envenenar.

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