Perícia aponta falsificação em testamento do jornalista Cid Moreira, que nasceu em Taubaté
A disputa pela herança milionária do jornalista Cid Moreira, que nasceu em Taubaté e se tornou um dos maiores nomes da televisão brasileira, ganhou uma reviravolta decisiva. Um laudo de perícia grafotécnica anexado ao processo judicial concluiu que as assinaturas no testamento do apresentador foram falsificadas.
O documento questionado é o que deserdou os filhos Roger e Rodrigo, deixando toda a fortuna em nome da viúva, Fátima Sampaio. Cid Moreira, que nasceu em Taubaté, morreu em 3 de outubro do ano passado, aos 97 anos, após marcar gerações com sua voz no Jornal Nacional. O testamento foi assinado um ano antes, quando ele já apresentava sinais de fragilidade física e mental.
Segundo o perito responsável, os traços encontrados apresentam um grafismo “senil e debilitado”, com tremores e oscilações incomuns, características que apontam manipulação. A conclusão fortalece a tese dos filhos, que pedem a anulação do testamento e acusam a madrasta de se beneficiar indevidamente do patrimônio.
De acordo com as acusações, a viúva teria vendido 11 dos 18 imóveis de Cid Moreira, além de transferir cerca de R$ 40 milhões para o exterior. Os herdeiros também sustentam que o comunicador teria vivido em cárcere privado em seus últimos anos de vida.
O perito recomendou à Justiça novas perícias — grafotécnicas e médicas — para avaliar a real condição de Cid Moreira, que nasceu em Taubaté, no momento da assinatura do testamento. Ele ainda sugeriu a suspensão imediata do documento até a conclusão dos exames.
Fátima Sampaio, viúva do apresentador, ainda não se manifestou sobre as acusações. O espaço segue aberto.


