Sábado, Março 7, 2026
Cidades

Acionamento de dispositivo de segurança na Styropek, no Complexo Químico da BASF, gera barulho e cheiro forte em Guaratinguetá

Na noite de sexta-feira, 8 de agosto, por volta das 19h50, a empresa Styropek, localizada no Complexo Químico da BASF, em Guaratinguetá, identificou, durante um de seus processos produtivos, a necessidade de expulsar o conteúdo de um reator para garantir a segurança operacional.

Segundo nota oficial, não houve qualquer explosão: o som ouvido na vizinhança teria sido resultado do acionamento de um dispositivo de segurança. Durante o procedimento, ocorreu liberação de vapor de água e produto com odor característico, mas, conforme a empresa, sem risco à saúde. A situação foi controlada às 20h33 e, no momento, não há mais saída de produto.

A Styropek e a BASF informaram ainda que o episódio não representou qualquer dano às pessoas ou ao meio ambiente.

Apesar da explicação oficial, moradores da região expressaram indignação e preocupação nas redes sociais. Uma das publicações afirma:

“Então esse acionamento se deu em duas explosões e depois um cheiro insuportável, parem de querer tapar o sol com a peneira.”

Outra manifestação trouxe um tom de alívio misturado à crítica:

“Com certeza depois de tudo bem averiguado, como sempre foi, a resposta é que foi só um susto mesmo, nada grave, os brigadistas e bombeiros controlaram a situação, não há o que se preocupar. Tomara que nunca aconteça o pior mesmo, a BASF é uma bomba que, se acontecer um acidente de larga escala em determinados tanques, pode se esperar uma catástrofe. Deus continue guardando Guaratinguetá.”

Houve também quem não acreditasse na versão apresentada:

“Eu não acredito nessa nota da BASF que ela falou. Porque o Bombeiro, Defesa Civil, Polícia Militar e a comunidade não ficaram sabendo. A BASF tem obrigação de fazer alguma coisa, principalmente para as crianças que ficaram muito assustadas, ou um pedido de desculpas. Mentira tem perna curta. Fica a dica.”

Outra crítica veio acompanhada de denúncia sobre impactos na saúde:

“Enquadra isso. Os moradores passam mal e cada dia têm sua saúde se acabando. Hipocrisia. Admitir que houve explosão e que os moradores foram prejudicados com o cheiro de produtos cancerígenos. Moro há mais de 40 anos no bairro Engenheiro Neiva e sei o quanto o ar é venenoso.”

O episódio reacendeu debates antigos sobre segurança industrial e comunicação com a população em caso de incidentes.

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