Sexta-feira, Março 6, 2026
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Polícia Civil desmonta célula do PCC em Pindamonhangaba com megaoperação regional

Uma força-tarefa policial de grandes proporções, deflagrada nesta terça-feira (30) pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Taubaté, desarticulou uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que operava em Pindamonhangaba, com foco no Residencial Bem Viver. A ofensiva resultou na prisão de sete integrantes do grupo criminoso, entre eles lideranças com posição de destaque na hierarquia da facção.

As ações, batizadas de Operação Libertas e Operação Sombra, mobilizaram mais de 50 policiais civis, 15 viaturas e o apoio de forças de segurança de diversas cidades da região. A Operação Libertas teve caráter ostensivo e de presença policial, enquanto a Sombra, realizada de forma sigilosa, foi decisiva para a captura de um dos principais chefes da célula, localizado em um apartamento invadido no Bem Viver.

Participaram da operação equipes das delegacias de Pindamonhangaba, Campos do Jordão, São Luiz do Paraitinga, Lagoinha, Redenção da Serra, Natividade da Serra, Tremembé, 1º e 4º DP de Taubaté, além da DEIC de São José dos Campos. Os canis das Guardas Civis Municipais de Jacareí e Pindamonhangaba também deram suporte.

Foram cumpridos 14 mandados de busca domiciliar e sete mandados de prisão temporária. Os presos, todos considerados membros ativos do PCC, são conhecidos pelos apelidos Biguinha, Beiço, Zé Galinha, Perverso e sua companheira Cosminha, além de Bodinho.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, rádios comunicadores, anotações detalhadas sobre o controle do tráfico, entorpecentes e um veículo utilizado para transporte de drogas. O material reforça as provas da atuação organizada e estruturada do grupo criminoso.

Segundo a Polícia Civil, somente em 2025, o total de drogas apreendidas em ações contra o crime organizado em Pindamonhangaba já ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, demonstrando a força e extensão das atividades do PCC na região.

As investigações continuam, com o objetivo de identificar e capturar outros envolvidos na organização criminosa. A ofensiva representa mais um duro golpe contra a expansão do crime organizado no Vale do Paraíba.

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