Sexta-feira, Março 6, 2026
Cidades

“Tá doendo demais… Eu só quero Justiça”, desabafa mãe de Allan, jovem de 15 anos morto em São José dos Campos

Com o peito dilacerado pela dor e a alma sangrando de saudade, a mãe de Allan Teixeira da Silva Barbará, de apenas 15 anos, usou as redes sociais para gritar aquilo que nenhuma mãe deveria precisar dizer: “Tá doendo muito, muito mesmo… Que a justiça seja feita com a verdade”.

Allan foi encontrado morto na manhã de sexta-feira (25), dentro da garagem de uma casa na Estrada Dom José Antônio do Couto, bairro Campos de São José, na zona sudeste de São José dos Campos. Desde então, o silêncio sobre o que aconteceu ali tem sido ensurdecedor — e insuportável para quem o amava.

No local, um cachimbo artesanal e objetos estranhos ao redor do corpo. O Samu foi chamado e confirmou o óbito. A perícia inicial apontou escoriações no rosto, mas não identificou ferimentos graves ou lesões internas. Nada conclusivo. Nada claro. E enquanto exames toxicológicos e necroscópicos são aguardados pelo IML, a mãe e os amigos convivem com a angústia de não saber por que um menino tão novo, cheio de vida e sonhos, teve seu fim decretado daquela forma.

Um par de tênis, dois frascos com líquidos desconhecidos, uma suspeita de espancamento levantada por testemunhas… mas, até agora, nenhuma resposta concreta. O caso foi registrado como morte suspeita e está sob investigação do 6º Distrito Policial.

No sábado (26), em meio a lágrimas e revolta, Allan foi sepultado. A mãe relatou que, ao voltar do enterro, foi recebida por libélulas e cantos de pássaros. “Hoje eu enterrei meu bebê… Chegando na minha casa, encheu de libélulas e os passarinhos cantando muito. Eu amo meu BB”, escreveu, em um desabafo que comoveu centenas de pessoas.

Amigos também fizeram homenagens emocionadas. “Essas libélulas em frente de casa, irmão, é Deus falando que você foi aceito. Os pássaros cantando… acho que é Deus falando que você está em um lugar melhor, meu amor”, escreveu um deles.

Mas nem as libélulas, nem os cantos dos pássaros, nem os abraços apertados do velório aliviam a dor de uma mãe que, entre soluços e saudades, quer apenas uma coisa: Justiça.

Porque enquanto as perguntas permanecem sem respostas, o que resta é a ferida aberta da incerteza. E a certeza de que Allan não voltará mais.

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