Cinco homicídios em quatro dias: violência em alta assusta moradores do Vale do Paraíba
O Vale do Paraíba viveu dias de terror entre 24 e 27 de julho, com o registro de cinco homicídios brutais nas cidades de Taubaté, Cruzeiro, Lorena e Potim. Os crimes ocorreram em sequência, sendo três deles concentrados em menos de 24 horas no fim de semana, revelando um cenário preocupante de violência crescente na região.
Na noite de quinta-feira, 24, o primeiro caso aconteceu em Taubaté, no bairro Água Quente. Um jovem de 19 anos foi executado com tiros na cabeça enquanto comia um lanche na calçada de casa, por volta das 22h20. Os disparos assustaram vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. A vítima morreu no local. A motivação ainda é desconhecida, e o autor segue foragido.
Dois dias depois, no sábado, a violência se espalhou. Em Cruzeiro, um jovem de 18 anos foi morto com seis disparos em frente ao terminal rodoviário da cidade. Segundo a investigação, ele fazia uma viagem de carona compartilhada via aplicativo BlaBlaCar, quando foi surpreendido por um adolescente de 16 anos, que atirou e fugiu. O menor se apresentou horas depois à polícia e foi apreendido. O caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio qualificado.
Ainda no sábado, por volta das 23h, um homem de 45 anos identificado como Carlos Alexandre Bertioti foi assassinado a tiros dentro de um Fiat Palio em Lorena. A vítima foi encontrada morta no banco do motorista. A companheira do homem, que teria saído do carro momentos antes dos disparos, está sendo investigada por possível ocultação de provas. A Polícia Civil tenta entender se houve participação direta ou se trata-se de uma execução planejada.
No domingo, 27, a tragédia se repetiu duas vezes. Em Potim, por volta das 22h, o adolescente João Lucas Lemes Daniel, de 17 anos, foi executado com vários tiros na rua Simplício Soares Nito, no conjunto habitacional CDHU. A Polícia Militar chegou ao local e encontrou o jovem caído, já sem sinais vitais. O Samu confirmou o óbito. O corpo apresentava múltiplos ferimentos provocados por disparos no braço, cabeça, abdômen, costas e rosto. Câmeras de segurança da região estão sendo analisadas e uma testemunha foi ouvida sob sigilo.
João Lucas carregava um boné da marca Quiksilver, um capacete, um celular Motorola, duas correntes de prata, uma bateria portátil e R$ 657,25 em espécie. Os objetos foram apreendidos e parte entregue à família. A Delegacia de Potim investiga o caso como homicídio doloso consumado, com apoio da Polícia Civil de Aparecida.
A sequência de assassinatos deixa um rastro de medo e dor em comunidades do Vale do Paraíba. Em apenas quatro dias, cinco vidas foram tiradas de forma violenta e covarde. As investigações seguem, mas o sentimento entre os moradores é de apreensão e revolta.
A população espera ações firmes das forças de segurança para frear o avanço da criminalidade e evitar que o Vale se transforme em manchete permanente de tragédias. Enquanto isso, cinco famílias enlutadas clamam por justiça.

João Vitor – morto a tiros em Cruzeiro; Carlos Alexandre Bertioti – assassinado dentro de um carro em Lorena; João Lucas Lemes Daniel – executado em via pública no CDHU de Potim.

