Caso Marco Aurélio: uso de drones com inteligência artificial reabre esperança no Pico dos Marins
Quarenta anos após o desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio Simon, a Polícia Civil de São Paulo retomou as escavações no Pico dos Marins, em Piquete, com o auxílio de drones equipados com inteligência artificial. A nova tecnologia apontou uma área promissora, indicando possível presença de material compatível com ossos humanos a cerca de 1,5 metro de profundidade.
Marco Aurélio tinha apenas 15 anos quando desapareceu em 8 de junho de 1985, durante uma expedição com três colegas escoteiros e um líder adulto. Mesmo com intensas buscas na época e esforços da família, nenhum vestígio do jovem foi encontrado. O caso teve o inquérito encerrado em 1990, mas foi reaberto em 2021 com novas linhas investigativas, incluindo a hipótese de homicídio e ocultação de cadáver.
Essa nova fase das buscas marca um avanço significativo nas investigações. Pela primeira vez, a escavação se concentra em um ponto específico indicado por análise de drones de última geração, capazes de detectar anomalias no solo e indícios de restos humanos. A área foi delimitada por estacas para guiar os peritos durante os trabalhos.
Durante a escavação, os profissionais se deparam com diferentes camadas de solo — entre elas, terra original e material depositado posteriormente com a construção de uma estrada — o que torna o processo mais complexo e exige atenção redobrada na análise de cada fragmento removido.
A previsão inicial é de que os trabalhos durem ao menos três dias. Ainda não há cronograma definido para os próximos passos, e a investigação segue sob sigilo. A retomada das escavações reacende a esperança de finalmente dar uma resposta à família e à sociedade sobre um dos casos mais emblemáticos do desaparecimento de menores no Brasil.


