Caso Marco Aurélio: Polícia retoma escavações no Pico dos Marins quase 40 anos após o desaparecimento do escoteiro
A Polícia Civil de São Paulo volta nesta quinta-feira (24) ao Pico dos Marins, em Piquete, para retomar as escavações em busca de vestígios do escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido há quase quatro décadas durante uma trilha na montanha.
Marco Aurélio tinha apenas 15 anos quando sumiu, em 8 de junho de 1985, durante uma expedição com outros três escoteiros e um líder adulto. Desde então, o caso se transformou em um dos maiores mistérios não resolvidos do Brasil e é frequentemente citado entre os dez desaparecimentos mais enigmáticos do mundo.
A retomada das buscas foi confirmada por fontes da Polícia Civil e contará com peritos vindos da capital. Os trabalhos estão programados para ocorrer entre os dias 24 e 25 de outubro. A ação é uma continuação das escavações iniciadas em 2023, após o inquérito ter sido reaberto em 2021 com base em novos indícios de que o jovem poderia ter sido assassinado e enterrado próximo ao acampamento. O caso havia sido arquivado em 1990, sem qualquer conclusão.
Desde a reabertura, escavações foram realizadas em julho de 2021, novembro de 2022 e setembro de 2023, mas nenhuma evidência do paradeiro de Marco Aurélio foi encontrada até agora.
Nesta quarta-feira (23), a Delegacia Seccional de Guaratinguetá — responsável por Piquete — realizou uma reunião com as forças de segurança para alinhar os detalhes da operação.
O pai do escoteiro, o jornalista e advogado Ivo Simon, de 86 anos, acompanha atentamente cada nova etapa da investigação e mantém viva a esperança de que o filho esteja vivo.
“Eu ainda sonho com o dia em que ele vai voltar para casa. Não há nenhum indício de que ele tenha sido morto. Não há um fio de cabelo de Marco Aurélio em lugar algum. Então, o que eu posso fazer é acreditar que esteja vivo”, declarou.
Ivo também demonstrou gratidão pelo empenho das autoridades: “Agradeço todo o trabalho que a polícia tem feito para tentar solucionar o caso. Sigo acompanhando a investigação e torcendo para que essa história tenha fim algum dia.”


