Sexta-feira, Março 6, 2026
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Ex-servidor da Caixa é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de desvio de dinheiro em Guaratinguetá

A Polícia Federal deflagrou na segunda-feira (21) uma operação de busca e apreensão contra um ex-servidor da Caixa Econômica Federal, suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de recursos da instituição bancária, em Guaratinguetá. A ação faz parte de um desdobramento das investigações iniciadas a partir de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apontou graves faltas funcionais cometidas pelo investigado.

De acordo com a corporação, o ex-servidor teria se aproveitado do cargo de confiança que ocupava dentro da agência para cometer irregularidades que resultaram em prejuízo financeiro à Caixa. Entre as acusações, consta a inserção de dados falsos nos sistemas internos da instituição, com o objetivo de gerar vantagens pessoais e fraudes operacionais.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a realização de operações de câmbio feitas em benefício próprio, mas utilizando o nome de terceiros para tentar encobrir o esquema. A prática configura não apenas quebra de sigilo bancário e uso indevido de informações privilegiadas, mas também pode ser enquadrada como crime de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça Federal, com base nas evidências reunidas durante a apuração interna e encaminhadas à Polícia Federal. Os agentes recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.

Segundo a Polícia Federal, o ex-servidor está à disposição da Justiça e pode ser indiciado por diversos crimes, como peculato, falsidade ideológica, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. A pena para esses delitos, somadas, pode ultrapassar 20 anos de reclusão, além de multa.

O caso corre sob sigilo judicial, e os nomes dos envolvidos não foram oficialmente divulgados. A Polícia Federal informou que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias, inclusive com a oitiva de testemunhas e análise dos documentos apreendidos.

A Caixa Econômica Federal foi procurada, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Assim que houver posicionamento, as informações serão atualizadas.

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