Sexta-feira, Março 6, 2026
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Família contesta versão da PM sobre morte de jovem em Jacareí: “Kelvin não estava armado”

A morte de Kelvin Costa Tabosa, de 23 anos, durante uma ação da Polícia Militar na noite da última terça-feira (24), em Jacareí (SP), levantou dúvidas e revolta entre os familiares. Segundo a PM, houve troca de tiros com o suspeito, que teria disparado contra os policiais antes de ser atingido. No entanto, a família nega a versão oficial.

“Meu irmão não estava na moto. Ele não pilotava moto naquele momento. Estava em casa e saiu na rua. Eles se assustaram e começaram a correr, fugiram a pé. Meu irmão não estava com arma nenhuma”, declarou a irmã de Kelvin, emocionada, ao contestar o relato da polícia.

O jovem foi enterrado na manhã desta quinta-feira (26). Ele deixa uma filha de apenas oito meses e morava com a namorada, com quem planejava formalizar a união nos próximos dias.

O boletim de ocorrência foi registrado como morte decorrente de intervenção policial. Os agentes alegaram legítima defesa e afirmaram que reagiram aos disparos efetuados por Kelvin durante a abordagem. O caso segue em investigação.

Na noite seguinte à morte do jovem, a cidade registrou atos violentos que, segundo a PM, podem estar ligados ao ocorrido. Dois veículos foram incendiados por criminosos na Rodovia Geraldo Scavone, no bairro Rio Comprido. Um ônibus do transporte público municipal e um micro-ônibus particular foram destruídos pelas chamas. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a Prefeitura de Jacareí, por volta das 18h40, um coletivo da linha 11, operado pela empresa Jacareí Transporte Urbano (JTU), foi interceptado por cerca de dez pessoas armadas. Os passageiros foram obrigados a descer e o motorista foi forçado a dirigir até a rodovia, onde o veículo foi incendiado.

“Existiam passageiros dentro do coletivo quando os indivíduos chegaram. Mandaram todos descerem e levaram o motorista até a estrada, onde colocaram fogo no ônibus”, afirmou o Capitão Paulo Henrique Siqueira, comandante da 2ª Companhia da PM em Jacareí.

Um micro-ônibus que trafegava nas proximidades também foi incendiado no mesmo ataque.

A Polícia Militar informou que um suspeito foi preso por envolvimento no caso. Em depoimento, ele teria dito que a ação foi uma represália pela morte de Kelvin. A PM e a Guarda Civil Municipal seguem com as investigações para localizar outros suspeitos.

Ambos os episódios estão sendo apurados pelas autoridades policiais.

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