Perdeu a saidinha, correu pra UPA, pediu socorro e jurou: “Tão querendo me apagar!”
Tem coisa que só acontece no Vale! Um preso de 50 anos, que tava na famosa saidinha da penitenciária de Potim, resolveu esquecer que liberdade temporária tem data e hora pra acabar. Passou do ponto, perdeu o prazo — que era às 14h — e, pra fugir da cana, se escondeu… na UPA de Aparecida! E não, não era dor de barriga, nem virose, nem pressão alta — era perigo real, segundo ele.
O sujeito alegou que tava fugindo de três figuras nada amistosas, que queriam promovê-lo a ex-preso… mas no caixão. Disse que os caras, sendo dois ex-colegas de cela e um menor de idade, além de roubar seus R$ 320, suas roupas e tudo mais que dava pra carregar, juraram que ele não ia ver o pôr do sol daquele dia.
E lá foi ele, em modo full desespero, se refugiar na UPA. Chegou gritando que não ia sair dali nem por decreto, enquanto olhava pros lados igual quem joga esconde-esconde com a morte. O pessoal da saúde, que entende de pressão, febre e corte, não soube medir esse tipo de emergência e chamou quem entende: a Guarda Civil Municipal.
Quando os guardas chegaram, encontraram o homem mais nervoso que GPS sem sinal na serra. Ele contou que foi emboscado assim que chegou em Aparecida, logo depois de trocar ideia com uma pessoa — que até agora não se sabe se é cúmplice, amigo ou isca.
Segundo ele, os três capetas da história o arrastaram até uma linha de trem e fizeram aquele discurso básico do submundo: “Ou você entrega ou você some”. Roubaram tudo, deram uns sustos e deixaram ele sentado no mato, refletindo se a liberdade valia mesmo esse perrengue.
Só que ele não ficou muito tempo na dúvida: correu pra UPA como quem corre pra mãe quando o bicho pega, jurando que ali seria sua fortaleza. Ledo engano. A Guarda puxou a capivara do moço e, plim!, descobriu que ele tava oficialmente na condição de procurado, por ter dado perdido na saidinha.
Resultado: o BO foi registrado como roubo, ameaça e, claro, captura de procurado. E ele, que saiu pra dar um rolê, voltou direto pra audiência de custódia, sem direito a R$ 320, sem roupas (literalmente) e, quem diria, sem mais saidinhas por um bom tempo.
O caso agora tá nas mãos da polícia, que vai tentar entender se a história tem mais furos que peneira ou se, dessa vez, o azar do rapaz foi de verdade.


