Sábado, Março 7, 2026
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Presa por tráfico em Ubatuba, mulher afirma que vendia drogas para pagar dívida do filho

Uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante por tráfico de drogas no bairro Ipiranguinha, em Ubatuba, após uma ação da Polícia Militar na noite de sábado (21). Segundo informações da PM, a suspeita alegou que estava atuando no tráfico para quitar uma dívida que seu filho havia contraído com criminosos, após também se envolver no comércio de entorpecentes.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe do 20º Batalhão da Polícia Militar do Interior (20º BPM/I) patrulhava a Rua Minas Gerais, uma região já conhecida por movimentação de tráfico de drogas. Durante o patrulhamento, os policiais avistaram uma mulher que, ao notar a presença da viatura, mudou repentinamente de direção, demonstrando atitude suspeita.

Imediatamente, os agentes passaram a acompanhar a mulher, que tentou fugir a pé pela Rua Ladainha. A tentativa de escapar não teve sucesso, e ela foi rapidamente abordada e detida pela equipe policial.

Na busca pessoal, os policiais encontraram uma expressiva quantidade de entorpecentes: 137 porções de cocaína, 11 pedras de crack, 18 porções de maconha, além de R$ 245 em dinheiro trocado, característico da venda de drogas.

Ao ser questionada sobre os fatos, a mulher acabou confessando que estava realizando a comercialização dos entorpecentes na tentativa de saldar uma dívida deixada por seu filho, que havia sido apreendido dias antes pelo mesmo crime. Segundo ela, após a prisão do filho, os traficantes passaram a pressioná-la, cobrando o pagamento da dívida que ele teria acumulado dentro da organização criminosa.

Diante da situação, ela recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. O material apreendido também foi apresentado na unidade policial e deverá ser utilizado como prova no inquérito.

A ocorrência reforça o alerta das autoridades sobre como o tráfico de drogas tem impactado diversas famílias, não apenas pelos vícios e pela violência, mas também pela entrada de membros da mesma família na prática criminosa, muitas vezes motivados por ameaças ou dívidas impostas pelas facções que controlam o comércio ilegal de entorpecentes na região.

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