Nada de saidinha: Robinho, Thiago Brennand e motorista do Porsche ficam presos em Tremembé; entenda o motivo
Enquanto mais de três mil presos deixam os presídios do Vale do Paraíba para aproveitar a segunda saída temporária de 2025, alguns nomes conhecidos do noticiário seguem trancados em Tremembé, sem qualquer chance de colocar o pé fora da cadeia.
O ex-jogador de futebol Robinho, o empresário Thiago Brennand e Fernando Sastre, motorista do Porsche que matou um jovem em um acidente em São Paulo, estão fora da lista dos beneficiados. Eles cumprem pena na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecida como “Cadeia dos Famosos”. E não estão sozinhos nessa. O ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, também não terá direito ao benefício. Lessa está preso na Penitenciária 1 de Tremembé, de segurança máxima, onde cumpre pena em cela individual.
O motivo que impede a saída dos quatro é o mesmo: todos estão no regime fechado, condição que barra qualquer possibilidade de participação nas saídas temporárias. Pela legislação, o benefício só é concedido a presos que cumprem pena no regime semiaberto, com bom comportamento e após o cumprimento de uma parte da pena. Regalia aqui não tem.
Se para alguns o benefício está negado, outros detentos de grande repercussão nacional terão o direito garantido, como é o caso de Lindemberg Alves, condenado a 39 anos de prisão pela morte de Eloá Cristina em 2008. Ele progrediu para o semiaberto e está na lista dos que poderão deixar a prisão temporariamente.
A famosa P2 de Tremembé se tornou nacionalmente conhecida por abrigar criminosos envolvidos em casos de grande repercussão. Robinho cumpre pena de nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália. Thiago Brennand responde por uma série de crimes, incluindo estupro, cárcere privado, tortura e agressões contra mulheres. Já Fernando Sastre é o motorista que dirigia um Porsche a mais de 150 km/h quando causou a morte de um jovem em São Paulo. Ronnie Lessa é o executor do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, um crime que chocou o Brasil e o mundo.
Na cadeia dos holofotes, como ficou conhecida, a fama não garante benefício, nem regalias. Por enquanto, todos eles seguem onde a Justiça determinou: atrás das grades e sem previsão de colocar os pés na rua.


