Luiz Felipe alega que Mariana tirou a própria vida; defesa contesta acusação de feminicídio
A morte de Mariana da Costa Nascimento, encontrada sem vida em uma propriedade rural de Taubaté, continua sendo tratada como feminicídio pela Polícia Civil. O principal suspeito, o ex-namorado Luiz Felipe, foi preso em flagrante por ocultação de cadáver após admitir ter enterrado o corpo da jovem em uma cacimba — espécie de buraco usado para armazenar feno — onde também estavam seus pertences, como botas e celular. A Delegacia de Defesa da Mulher de Taubaté conduz o inquérito e não descarta a participação de outras pessoas no crime.
Apesar da linha investigativa da polícia, a defesa do acusado apresentou uma versão alternativa para a tragédia. Em entrevista ao SBT, o advogado Hélio Barbosa afirmou que Luiz Felipe nega ter assassinado Mariana e sustenta que a jovem teria cometido suicídio após uma discussão na noite de domingo.
Segundo o relato do acusado, ele teria deixado Mariana próximo a um bar e, pouco depois, recebeu uma ligação da jovem pedindo ajuda. Ao retornar ao local, a teria encontrado enforcada, pendurada por um cordão ou corda — objeto que, segundo ele, não conseguiu identificar com clareza. Ainda de acordo com essa versão, Luiz Felipe cortou o laço com uma faca, tentou reanimá-la, inclusive mordendo um dos seios da vítima em desespero, mas ao constatar que ela não reagia, decidiu ocultar o corpo por medo.
“Ele ficou nervoso, porque é caseiro e nunca teve problema com a Justiça. Enterrou ela em um local onde se guarda feno, tipo uma cacimba. Tinha um metro e pouco de profundidade. Colocou o corpo lá e cobriu com terra que buscou de outro lugar”, afirmou o advogado.
A versão levantou desconfiança por parte da família da vítima, especialmente diante de um histórico de perseguições e ameaças relatadas por Mariana. A irmã da jovem, Gabriela da Costa, afirmou que a última mensagem enviada por Mariana dizia que “não dava mais certo” com Luiz Felipe, e que sairia de casa na manhã seguinte para levar a filha a uma consulta médica — o que não chegou a acontecer.
Amigos e familiares vêm se mobilizando nas redes sociais, clamando por justiça e exigindo que o caso vá a júri popular. Para eles, a versão apresentada pela defesa é uma tentativa desesperada de ocultar um crime brutal.
A polícia segue investigando o caso com atenção aos detalhes e ainda apura se outras pessoas podem ter participado da ocultação ou da morte de Mariana. Enquanto isso, a dor da perda se soma à revolta de uma família que busca respostas e justiça.


