Dupla morta após roubo a mercado em Aparecida usava simulacro e levou R$ 176
Dois homens — um de 16 e outro de 18 anos — morreram após assaltar um mercadinho no bairro Itaguassu, em Aparecida. O crime aconteceu na tarde desta segunda-feira (9) e terminou em confronto armado com um policial militar de folga e o proprietário do estabelecimento. A dupla, que usava capuzes, portava um simulacro de arma de fogo e conseguiu subtrair R$ 176 do caixa.
De acordo com o boletim de ocorrência, os assaltantes invadiram o mercado localizado na rua Itabaiana, ameaçaram uma funcionária e anunciaram o roubo. Um policial militar, que passava pela via em seu carro com a família, percebeu a movimentação suspeita e decidiu intervir. Ele entrou no local e efetuou cinco disparos com sua arma de serviço.
O adolescente de 16 anos foi atingido no tórax e na cabeça. Ele correu em direção ao policial com as mãos escondidas dentro do moletom, simulando estar armado. O jovem caiu na via pública e morreu no local. Já o outro suspeito, de 18 anos, foi atingido na região do olho direito, socorrido à Santa Casa de Aparecida e transferido ao Hospital Regional de Taubaté, onde faleceu devido aos ferimentos.
Um cliente que estava no mercado também foi atingido de raspão por um dos disparos, mas recusou atendimento médico.
Durante o assalto, o dono do mercado também reagiu, disparando com uma pistola calibre .22. A arma foi apreendida e, conforme apurou a polícia, não possuía registro. O comerciante foi detido, pagou fiança de R$ 1.500 e irá responder em liberdade por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
A Polícia Militar preservou o local do crime para os trabalhos da perícia técnica. Foram apreendidas a arma do comerciante, a arma do policial, o simulacro usado pelos criminosos e um aparelho celular pertencente a um dos autores do roubo.
O caso foi registrado como roubo, lesão corporal e homicídio com excludentes de ilicitude. A autoridade policial entendeu que tanto o policial quanto o comerciante agiram em legítima defesa. Segundo o delegado, o caso não foi classificado como morte por intervenção policial, já que o agente não estava de serviço nem utilizava viatura no momento, embora tenha usado a arma da corporação.


