Sexta-feira, Março 6, 2026
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Caso Bryan: laudo toxicológico descarta envenenamento e aponta uso de medicamentos hospitalares

O laudo do exame toxicológico realizado no corpo de Bryan Schroll, de apenas 9 anos, descartou a presença de veneno ou qualquer substância externa nociva. O menino morreu após passar mal em uma escola municipal de Taubaté, há dois meses. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (10) e confirmado pela família.

Segundo o relatório do Núcleo de Toxicologia Forense do Instituto Médico Legal (IML), foram identificadas no organismo da criança três substâncias: midazolam, cetamina e norsetamina — todos medicamentos utilizados como anestésicos e sedativos, amplamente aplicados em ambientes hospitalares. A análise indica que esses fármacos foram administrados já no hospital, durante os procedimentos médicos após o socorro.

O laudo também descarta completamente a presença de álcool, drogas ilícitas, pesticidas ou qualquer outro agente tóxico de origem externa, afastando a hipótese de envenenamento ou contaminação no ambiente escolar.

Apesar da conclusão técnica, a família afirma que o laudo não encerra o caso. Para os parentes, ainda há perguntas sem resposta e exames complementares devem ser realizados. Eles seguem acompanhando de perto a investigação conduzida pela Polícia Civil e aguardam por um diagnóstico conclusivo.

Outra preocupação da família se volta para o atendimento prestado a Bryan ainda dentro da escola. Há dúvidas quanto à agilidade do socorro após o menino ter passado mal durante o horário de aula, e os responsáveis cobram esclarecimentos da Prefeitura de Taubaté sobre o protocolo adotado naquela ocasião.

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